sexta-feira, 28 de março de 2014

Papel no Varal traz a liberdade em forma de poesia

O Papel no Varal estará presente no 13º Ato do Programa Ufal em Defesa da Vida, que relembra criticamente o período de ditadura militar no Brasil (1964-1985). O sarau com o tema “Liberdade”, ocorrerá na próxima segunda-feira, 31 de março às 17h na Praça do RU, no Campus AC Simões.

O varal de sisal estará com 100 poesias de autores que expressam a liberdade em diversas acepções. Os poemas poderão ser escolhidos e declamados pelos espectadores durante o evento, apresentado por Ricardo Cabús. Os presentes encontrarão versos como:

“Fica proibido o uso da palavra liberdade.
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.”
(Thiago de Mello, Os Estatutos do Homem)

A apresentação musical será de Luiz de Assis, vocalista da Banda Vibrações, que trará um repertório com canções autorais e clássicos marcados pelo espírito de protesto como “Pra não dizer que não falei das flores” de Geraldo Vandré.

A iniciativa cultural é gratuita. O projeto é promovido pelo Instituto Lumeeiro com o objetivo de divulgar a poesia à população alagoana.

SERVIÇO
Papel no Varal: Liberdade
Apresentação: Ricardo Cabús
Participação Musical: Luiz de Assis (vocalista da banda Vibrações)
Dia: 31/3/2014, segunda-feira
Horário: 17h
Local: Praça do RU, Campus AC Simões, Maceió - AL
Entrada gratuita
Informações: 8135-5990 / contato@lumeeiro.org
Produção Executiva: Lidiane Produções

Promoção: Instituto Lumeeiro e Proest/Universidade Federal de Alagoas

quarta-feira, 19 de março de 2014

Viajando nas páginas de Izabel e degustando sentidos...

Maria Stela Torres Barros Lameiras
Verão - 2014

O livro de Izabel Brandão já dispensa, por si só, a embalagem de um lindo presente – ele já é um presente.  Dá-nos mesmo a impressão de que estamos entrando em um jardim, com a capa florida, parecendo anunciar que AS HORAS DA MINHA ALEGRIA serão divididas com suas leitoras, com seus leitores, com os que tiverem a chance de degustar as palavras deste livro. 
Gosto da ideia da escritora Helena Parente, prefaciadora deste livro, quando ela nomeia seu prefácio de TRAVESSIA EM BUSCA DE UM LUGAR. Gosto de travessias,  vivi sempre próxima de muitas fronteiras - geográficas, sociais, culturais, políticas e até mesmo de uma fronteira que existe em todos nós, no espaço do que somos e no do que  queremos ser. Foi por essa razão, que eu me apressei para espreitar o final do livro... Descobri, então, e não sem grande alegria, que o sentimento de estrangeiridade, revelado em muitos momentos pela autora, cede lugar a uma parada estratégica. É quando ela decide “aportar” (p.126) por aqui, quando ela diz, movida pelas noites serenadas pela luz da lua: “É aqui mesmo que vou ficar” (p.126). Ficaria triste se assim não o fosse, mesmo sem saber se quem aporta é a amiga que eu quero por perto, ou se é a poeta que prefere ir e vir em busca de um lugar...
 Foi com a avidez  de uma leitora que se encanta com as palavras que percorri as páginas do livro de poemas de Izabel: poemas cujas rimas ultrapassam a métrica dos sentidos, palavras que constroem um paralelismo doído em Almas tristes - “sem terra, sem teto sem nada” (p.91), mas também em palavras que parecem se desprender do chão e pegar a rota do mar, valendo-me  aqui, mais uma vez, das palavras da autora.
Estrangeira? Exilada? Talvez apenas inquieta, uma inquietude que é saudável para quem quer se sentir vivo, para quem sente pulsar como a poeta, em seus Rumores errantes: “remotos desejos/arcaicos lampejos /como vagalumes piscando (...)” (p.76).
Toda retorno implica uma ida... Toda ida supõe um retorno... Esses movimentos no tempo e no espaço, quando descritos nas palavras da poeta – e aqui em me refiro especificamente à Izabel -, fazem saltar uma voz  que faz ecoar vozes interiores, nas quais se refletem tantas outras vozes de nosso entorno físico e espiritual.  São vozes que desnudam e revestem nosso ser, são vozes que clamam silenciosa e vorazmente como no “Sinal de trânsito”, uma “agonia [que] beira as bordas do coração” (p.86); são vozes que trazem “Verdes palavras na pele”, revelando, com um toque de esperança, que “Tudo isso é novo/ e esse começo, melhor, recomeço,/ é só leveza/ de novo (p.111).
De repente, na p.63, a poeta nos presenteia com a bela  imagem de um de seus versos (aliás, BELA sempre foi um adjetivo de valor SUBSTANTIVO na vida de Izabel). Falo do momento em que vamos encontrar a poeta “sentada na calçada /com as asas na mão”...  Asas que a autora nos dá quando tentamos acompanhar as partidas e as chegadas, as trilhas e as tramas que atravessam seus poemas.  Não há exatamente respostas nas poesias de Izabel  - a poesia não foi feita para dar respostas. Acho que foi essa a intenção – se é que podemos falar de intenção em se tratando de poesia -  do escritor Pablo Neruda em seu LIVRO DAS PERGUNTAS, no qual, entre suas indagações, o autor se perguntava: Onde terminará o arco-íris: dentro da alma ou no horizonte?
Acredito que o livro de Izabel, assim como o arco-íris de Pablo Neruda, vai nas duas direções, na da alma e na do horizonte; ou melhor, penso que vai na direção do horizonte da alma, pois esta pode fazer vislumbrar múltiplos horizontes.

Por isso, penso que poesia que se explica deixa de ser poesia, poeta que se conhece plenamente, deixa de ser poeta. Mas o coração de quem escreve a poesia, de quem vive a poesia, esse sim, pode-se reconhecer facilmente... E é ao coração da poeta Izabel que eu me dirijo, para agradecer pelo ENCONTRO que a vida promoveu entre nós, como companheiras de trabalho, como amigas, como seres humanos que reconhecem a provisoriedade do lugar em que nos instalamos e, por isso, vivem a inquietude da busca, mas nem por isso deixam de buscar a felicidade no lugar em que se encontram.

terça-feira, 18 de março de 2014

Sylvia Beirute estará no Varal da mulher

Aviso
(Sylvia Beiture)

se tiver sintomas de poema, aguente,
não resgate o orgulho, guarde, quando falar
com os outros, uma distância
de, pelo menos, um metro,
fique em casa, não vá trabalhar, esqueça
rotinas graves, monólogos de rupturas,
a periferia de uma lição integral de intimidade,
não consulte o oráculo, des-
frequente-se a si mesmo, não vá à escola, evite
locais muito populosos e com densidades intrínsecas,
evite cumprimentar com abraços,
beijos, apertos de mão.
se tiver sintomas de poema, apenas informe
o silêncio, que ele saberá o que fazer:
esperará que o poema levante a cabeça
e o decapitará. sem uma palavra.

Papel no Varal volta com 100 poetas mulheres

Hoje, 18/3/2014, voltamos com mais um Papel no Varal temático, fazendo parte das homenagens ao dia da mulher. Pelo terceiro ano seguido, faremos um sarau com 100 poemas de 100 mulheres poetas. A nova seleção trará ao varal das consagradas, Cecília Meireles e Florbela Espanca, às novas revelações da poesia, como a jovem portuguesa Sylvia Beirute, que estará presente com seu "Aviso" (ver poema).

O evento será gratuito e quem tiver pegado o convite nas farmácias Ao Pharmacêutico terá entrada garantida. Quem não conseguiu ainda dá tempo de segurar os últimos convites. Se tiver acabado, mesmo assim ainda restará a última cota para a hora do evento. Então não vai ter motivo para não ir.

Sim, o sarau começa às 20h, no Maikai Choparia, e terá a participação musical de Irina Costa, acompanhada de Willbert Fialho e Jiuliano Gomes. Como sempre, qualquer pessoa pode ler no palco qualquer dos poemas pendurados no varal. Quem já subiu, sabe o prazer que dá.
Sejam bem-vindos(as)

Ricardo Cabús

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SERVIÇO
Papel no Varal: Mulher
Apresentação: Ricardo Cabús
Participação musical: Irina Costa, acompanhada por Willbert Fialho e Jiuliano Gomes
Dia: Terça, 18 de março de 2014 às 20h
Local: Maikai Choparia (Stella Maris, Maceió)
Entrada Gratuita
Convites: farmácias Ao Pharmacêutico (antecipados) e à noite no local.
Vagas limitadas
Classificação: 14 anos.
Informações: 8135-5990/ papelnovaral@gmail.com
Informações/Comentários: http://cacosinconexos.blogspot.com
Produção: Instituto Lumeeiro

Patrocínio: Secretaria de Estado da Mulher da Cidadania e dos Direitos Humanos (Alagoas).
Apoio: Ao Pharmacêutico e Armazém Guimarães

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Papel no Varal Erótico-Carnavalesco: poesia e entretenimento no Museu Theo Brandão

*Ascom Lumeeiro

Poesia e carnaval voltam a se encontrar no V Papel no Varal Erótico-Carnavalesco, sexta, 14 de fevereiro, no pátio do museu Théo Brandão. Fazendo parte das prévias carnavalescas de Maceió, o evento, além do varal com 100 poemas, trará performances, exposição de arte fotográfica erótica e muitas surpresas. Com o tema “A noite dos mascarados”, Ricardo Cabús conduzirá o programa que não deve faltar irreverência e muito humor.

A música estará presente com o grupo Caí Dentro, liderado por Bruno Palagani. Marchinhas tradicionais, passando pelos sambas e frevos que marcaram época, darão o tempero carnavalesco e convidarão o público ao baile.

No varal, estarão dos clássicos da literatura erótica, Safo e Bocage, aos contemporâneos Bráulio Tavares e Ferreira Gullar. Durante a noite serão ouvidos versos como os do inglês John Donne:

Deixa que a minha mão errante adentre
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra à vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha mina preciosa, meu Império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!

O público do Papel no Varal Erótico-Carnavalesco é o mais diverso possível: da velha guarda à nova geração (+18). Todos podem ler os poemas do varal. O uso de máscaras é indicado (embora não obrigatório). Haverá prêmio para a melhor máscara e melhor leitura ou performance amadora.  A sessão livre volta com novas regras, corrigindo algumas falhas da edição passada.

Segundo Ricardo Cabús, idealizador do projeto, o sarau será um momento de encontro da boa poesia com o entretenimento, regado a humor, erotismo e muita música carnavalesca. Para Bruno Palagani “voltar ao palco do Papel no Varal é sempre uma alegria em poder regar com boa música um projeto cultural reconhecido pela sociedade alagoana”.

O evento tem vagas limitadas e os interessados podem adquirir o ingresso nas farmácias Ao Pharmacêutico a partir de três de fevereiro. Os individuais (pista) são gratuitos (antecipados) e 10 reais (no dia), já as mesas (4 pessoas) custam 60 reais (antecipadas) e 100 reais (no dia – embora nunca tenha sobrado). A escolha da localização das mesas é por ordem de chegada ao evento.


O Papel no Varal

O projeto, iniciado em 2009, leva a poesia ao grande público. Num varal de sisal, 100 poemas de autores de todos os tempos e de todos os cantos são dispostos para que as pessoas escolham e leiam. Duas orientações devem ser seguidas: não trazer de casa, nem ler o próprio poema. A pré-seleção passa pelo conselho editorial do Instituto Lumeeiro e curadoria fica por conta de Ricardo Cabús. O Papel no Varal acontece no formato sarau eclético e nos temáticos como o erótico-carnavalesco (para adultos), o Papelzinho no Varal (para crianças), mulher, água, loucura, entre outras ações.

SERVIÇO
Papel no Varal Erótico-carnavalesco
Apresentação: Ricardo Cabús
Participação musical: Grupo Caí Dentro
Dia: Sexta, 14 de fevereiro de 2014 às 20h
Local: Museu Théo Brandão (Av. da Paz, 1490 – Centro)
Vendas: farmácias Ao Pharmacêutico (a partir de 4/2/2014)
Mesa (4 lugares): R$ 60,00 (antecipada) e R$ 100,00 (no dia).
Pista: Gratuita (antecipada) e R$ 10,00 (no dia)
Vagas limitadas
Classificação: 18 anos.
Informações: 8135-5990/ papelnovaral@gmail.com
Informações/Comentários: http://cacosinconexos.blogspot.com
Produção: Instituto Lumeeiro

Patrocínios/Apoios: FMAC, SECULT/AL, Secretaria da Mulher/AL, Ao Pharmacêutico, Braskem, Gama Engenharia de Recursos Hídricos, Academia Acquativ, Armazém Guimarães, Bodega do Sertão, Operant Creperia, Akuaba, Cachaça Engenho Nunes, Fika Frio, IMA, UFAL e IZP.



Quem faz o Sarau:
Ricardo Cabús é poeta, tradutor, compositor e professor universitário. Lançou dois livros de poesia, Cacos Inconexos e Estações Partidas; e A Galinha Saudosa, título de literatura infantil. É professor na Universidade Federal de Alagoas, preside o Instituto Lumeeiro e é o idealizador e apresentador dos projetos “Papel no Varal” e “Um poeta na Berlinda”, além de diversos shows de poesia e música, como Djavaneando Lêdo, Jorge e Hekel, Bukowski Blues, Piazzolando Quintana, Só Vinicius, A poesia de Terry Gifford e Um trenzinho pra Drummond. Criou e dirige o Minuto de Poesia na Educativa FM.



Grupo Caí Dentro é liderado por Bruno Palagani (cavaquinho) e composto por 8 músicos, com destaque para o violão de 7 cordas de Willbert Fialho. No repertório do grupo, composições clássicas de mestres como Noel Rosa, Cartola, Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho e Chico Buarque. Para esse sarau, o grupo também trará um repertório repleto de clássicos do carnaval imortalizados, dentre outros, por Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila, além de marchinhas e frevos.


José Márcio Passos: é ator e diretor de teatro. Tem atuado em teatro (Balanço Final), cinema (Deus é Brasileiro, Bye bye Brasil, Quilombo) e televisão (Brilhante). Atualmente dirige o Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa).









Jul Sousa é artista visual, nasceu em Brasília e reside em Maceió. Graduada em Comunicação Social, autora da exposição individual intitulada Febre, releitura da obra Fantasia e avesso, da escritora Arriete Vilela. Participou da Mostra de Trabalhos fotográficos durante o V Theoria, com videoarte Febre. Integra o Coletivo Vê, onde trabalha com imagens e iniciativas de difusão de conhecimento em artes visuais.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Jorge & Hekel: recital reúne amantes de música e poesia numa manhã de domingo

(Ascom Lumeeiro - Nathalia Leal)



Cerca de duzentas pessoas se reuniram na manhã deste dia quinze (15) para prestigiar a última edição do projeto Concerto aos Domingos, realizada em parceria com o Instituto Lumeeiro, no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL). O recital homenageou a obra de dois grandes alagoanos: o poeta Jorge de Lima e o compositor Hekel Tavares.

O evento foi aberto por Selma Britto, responsável pelo projeto que promove concertos no primeiro domingo de cada mês. A pianista aproveitou o momento para agradecer a presença do público, desejar boas festas a todos e destacar o apoio da Secretaria de Estado da Cultura, representada ali pelo secretário Osvaldo Viégas. Em seguida, Selma dirigiu-se ao piano para tocar “Azulão”, com Miran Abs no violoncelo; seguida por outras como “Casa de caboclo” e “Guacyra”, no decorrer do recital.
Ricardo Cabús iniciou a leitura de poemas com “O grande desastre aéreo de ontem”, que Jorge de Lima dedicou a Cândido Portinari. Entremeados pelas composições de Hekel, os versos de Jorge traziam a memória de uma infância em União dos Palmares, na qual o “Inverno” representava a fartura, principalmente para as camadas mais pobres.

O poeta – que nunca conseguiu entrar na Academia Brasileira de Letras (ABL) – carrega em sua obra uma “alagoanidade” intrínseca e aborda, na maioria de seus versos, o relato de um cotidiano popular, presente em “O acendedor de lampiões” e “Mulher proletária”. Entretanto, Jorge é diverso e também apresenta poemas como o surreal “O Grande Circo Místico”, inspirado na história da dinastia Knieps, que virou um espetáculo musical com trilha sonora de Chico Buarque e Edu Lobo, em 1983 e será a base para o novo filme do alagoano Cacá Diegues, com lançamento previsto para 2014.

O público lotou o salão nobre do IHGAL
Jorge e Hekel trouxe o diálogo poético-musical entre dois artistas que, involuntariamente, carregam semelhanças entre suas obras ao aproximarem o erudito do popular. Devido a este traço, Hekel Tavares recebeu a denominação de Schubert brasileiro. Porém, apesar de ter nascido em Satuba, o compositor permanece desconhecido para a maioria dos alagoanos. Ricardo Cabús, idealizador do recital, destaca: “É preciso reaproximar Hekel da nossa identidade. Ele nasceu em Alagoas, mas não é lembrado por aqui”.

Entretanto, Hekel Tavares faz parte da memória afetiva de alguns alagoanos. “Bia-tá-tá lembra a minha infância. Minha mãe costumava cantar para mim e minhas irmãs”, comentou a senhora Benedita, mais conhecida como Dinete, depois de ouvir – com um sorriso no rosto – a composição interpretada pelo piano de Selma Britto e a flauta de Miran Abs.

A importância de iniciativas culturais regulares no estado foi destacada por Adenor Pitanga, alagoano que mora em Nova Iorque, e que esteve presente pela primeira vez em uma edição do Concerto aos Domingos e também numa atividade do Instituto Lumeeiro. “Fiquei impressionado pela qualidade do recital (...) Para mim, foi uma experiência muito interessante, principalmente por ter sido informado que se tratam de projetos (...) São iniciativas muito boas para Alagoas, por promoverem o hábito de adquirir cultura literária, cultura musical”, afirma.

Para Cabús, a primeira experiência do Lumeeiro no formato recital trouxe um saldo positivo. “Foi um prazer interagir com poesia e música num ambiente acolhedor à arte de qualidade. É maravilhoso estar no mesmo palco que Selma Britto e Miran Abs, que fazem música com tanto talento”, destaca.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Jorge & Hekel: recital homenageia a obra de dois grandes alagoanos


Neste dia quinze (15), poesia e música se entrelaçam num encontro especial, em mais uma edição do Concerto aos Domingos. O recital em homenagem a Jorge de Lima e Hekel Tavares será realizado no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL), às 10h.

O evento celebra o talento de dois alagoanos que marcaram a história cultural do estado: Jorge de Lima, com sua poesia múltipla; e Hekel Tavares, com suas composições que transitam entre o erudito e o popular.

Versos como “Mesmo sem naus e sem rumos, / mesmo sem vagas e areias, / há sempre um copo de mar / para um homem navegar” estarão no palco do IHGAL, na voz de Ricardo Cabús, que se somará ao piano de Selma Britto e à flauta e ao violoncelo de Miran Abs intercalando momentos poéticos e musicais. Na programação, O Grande Circo Místico e o Acendedor de Lampiões ao lado de Bia-ta-tá e Guacyra.

O recital Jorge & Hekel é uma iniciativa do Instituto Lumeeiro em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. A entrada no evento é franca e não há necessidade de inscrição.

SERVIÇO

JORGE & HEKEL
A poesia de Jorge de Lima e a música de Hekel Tavares
COM: Ricardo Cabús, Selma Britto e Miran Abs.
DATA: 15/12/2013
HORA: 10h
LOCAL: Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL), Ladeira do Brito, s/n, Centro, Maceió.
ENTRADA FRANCA
REALIZAÇÃO: Instituto Lumeeiro e Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL)
INFORMAÇÕES: (82) 8135-5990 / contato@lumeeiro.org
http://facebook.com/institutolumeeiro
Twitter: @lumeeiro / @papelnovaral

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Contação de poesia para crianças: o encantamento das palavras numa tarde de sábado

(Ascom Lumeeiro)

Rostinhos curiosos e atentos tomaram conta da sessão infantil da livraria Leitura, na tarde deste sábado (16). Conduzida por Larissa Cabús, a Contação de Poesia para Crianças trouxe uma atmosfera lúdica, que promoveu o contato precoce com a literatura.

Resultado de uma parceria entre o Instituto Lumeeiro e a Livraria Leitura, a atividade permitiu que o público infantil se familiarizasse com o espaço e, ao mesmo tempo, fosse encantado pelas palavras. Entre uma poesia e outra, as crianças eram estimuladas a interagir e refletir sobre o que havia sido contado: os pais, observadores, surpreendiam-se com as respostas e sabedoria infantil. Em um desses momentos ímpares, uma exclamação aguda foi solta: "Todo mundo morre, até o Vinicius de Moraes!", afirmou Lis, uma das menores garotinhas, arrancando risos dos presentes. Foi prontamente respondida por Larissa, que tinha as palavras na ponta da língua, para mostrar a importância da literatura: "Sim! Mas a poesia é uma forma de se manter vivo", lembrou.

Foi neste clima, com adultos e crianças encantados em conjunto, cercados por livros e lápis de cor para desenhar as histórias e poesias, que a primeira sessão de contação de poesia e histórias foi inaugurada. Presente em Maceió há pouco tempo, a Livraria Leitura surge com uma parceria que enriquece um espaço que já se tornou um marco para um estado que possuía uma carência expressiva no segmento. Do outro lado, o Instituto Lumeeiro segue na promoção de atividades que cumpram a sua missão de trazer a literatura - em especial, a poesia - para o cotidiano do público. As expressões que foram vistas neste sábado comprovam que a parceria rendeu bons frutos e fez germinar, ao menos durante aquela tarde, a magia das palavras no imaginário infantil.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Papel no Varal celebra os quarenta anos do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFAL

(Ascom Lumeeiro)


Nesta terça (19), o Instituto Lumeeiro comemora os 40 anos do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFAL com um sarau temático. O evento acontece às 20h, no Maikai Choparia e tem a participação musical do cantor Mácleim.

Pendurados no varal de sisal, cem poemas trazem em suas linhas a poesia oculta que as obras dos arquitetos e urbanistas transbordam em nosso cotidiano. Versos como os de Anna Maria Vieira dão uma pequena prévia sobre a essência deste Papel no Varal, que trará também autores como João Cabral de Melo Neto, Bertolt Brecht, Adélia Prado e Gonzaga Leão.

Entremeando a leitura poética, o cantor Mácleim irá trazer um repertório com músicas que retratam o encanto das ruas, cidades, monumentos e construções – conhecidos íntimos dos que dedicam a vida ao fazer arquitetônico e aprendem a olhar as linhas e curvas de uma forma especial.

A entrada do Papel no Varal: Arquitetura e Urbanismo é franca. Devido às vagas limitadas, os interessados em garantir os seus lugares devem apanhar o convite em uma das farmácias da rede Ao Pharmacêutico.

Varais, suspensos varais

“As roupas do quinto andar acenavam cores
divisionadas em blusas, lençol e calça –
se os homens assim estivessem, as dores
pareceriam acordes maiores de graça.

Do terceiro andar a mulher buscava-se nessas peças
que valsavam sob os ventos e o olhar dos edifícios
mas, eis que uma toalha multicor e listrada
mal podendo acenar
olhou-a sob os longos cílios –
Varais, suspensos varais –
e uma sombra se estendeu pelo piso.”

Anna Maria Vieira Soares Filha






QUEM ESTARÁ NO PAPEL NO VARAL

Ricardo Cabús é poeta, tradutor, compositor e professor universitário. Lançou dois livros de poesia, Cacos Inconexos e Estações Partidas, e A Galinha Saudosa, título de literatura infantil. Ensina na UFAL, preside o Instituto Lumeeiro e é o idealizador e apresentador do projeto Papel no Varal. Criou e dirige o Minuto de Poesia na Rádio Educativa FM.

Mácleim é compositor, cantor, produtor musical, arranjador, jornalista, blogueiro e crítico musical. Compôs trilhas para teatro. Começou sua carreira participando de Festivais Universitários. Na década de 80 foi para o Rio de Janeiro, estudou no Conservatório Villa Lobos, cantou na noite carioca e trabalhou em vários estúdios. Tocou e cantou ao lado de importantes artistas como Djavan, Elba Ramalho e Milton Nascimento. Viveu um período na Europa, realizando turnês artísticas por Londres, Paris e Amsterdam, onde foi premiado duas vezes.

SERVIÇO
DATA: 19/11/2013
HORA: 20H
LOCAL: Maikai Choparia
PARTICIPAÇÃO MUSICAL: Mácleim

ENTRADA FRANCA: convites nas Farmácias Ao Pharmacêutico

REALIZAÇÃO: Instituto Lumeeiro e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (UFAL)
PATROCÍNIO/APOIO: Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Alagoas (CAU/AL), Ao Pharmacêutico, Iluminart.

INFORMAÇÕES:
(82) 8135-5990 / contato@lumeeiro.org
http://facebook.com/institutolumeeiro

Twitter: @lumeeiro / @papelnovaral