segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Cine São Luiz de volta, em Recife

A boa notícia, abaixo, constrasta com o ridículo número de cinemas em Maceió. Ainda bem que há o Cine Sesi, sob a direção inteligente e apaixonada do Marcão.


Salve o cine São Luiz
Publicado em 28.12.2009 no Jornal do Comércio de Pernambuco

Depois de passar por uma reforma de R$ 1,2 milhão, equipamento reabre, hoje, as portas

Luís Fernando Moura

Quando a reportagem do JC entrou no Cinema São Luiz, a equipe administrativa preparava o teste de projeção para a sessão première. Já está tudo pronto: gesso, pintura e ornamentos, carpete, as poltronas vermelhas. O lugar está lindo, fiel ao projeto arquitetônico original da sala, inaugurada em 1952 pelo Grupo Severiano Ribeiro e fechada em 2006, após recorrentes baixas na bilheteria que descambaram na insustentabilidade. Na tela, Baile perfumado, filme de Lírio Ferreira e Paulo Caldas que estreou no local em 1997, abre a nova temporada como artefato de um tempo em que os cinemas estavam nas ruas. A sessão inaugural acontece hoje, às 19h30, para convidados, mas o filme integra também a programação regular, com início no dia 12 de janeiro.

A reforma custou R$ 1,2 milhão à Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), responsável pelo projeto. Após aproximadamente quatro meses de serviço, a sala se tornou mais espaçosa, adaptada para comportar 992 pessoas (já chegou a reunir um total de 1.340 assentos). O novo cenário inclui poltronas reservadas para pessoas obesas e para portadores de necessidades especiais. Já o equipamento está tinindo. O projetor de 35mm ganhou revisão e um nova estrutura de som foi instalada – conta com, ao todo, 26 caixas do sistema Dolby Analógico.

A programação também se renova: passa a mesclar títulos do circuitão e projeções especiais, com foco no intercâmbio entre a produção pernambucana e nacional, incluindo horários reservados à exibição de curtas-metragens. Serão mantidas sessões clássicas, como a do circuito de arte, realizada nas sextas-feiras, às 22h, e a matinê de domingo.Mas esqueça: o cinema não vai se limitar apenas a “maior diversão”, como dizia o slogan do Grupo Severiano Ribeiro. O São Luiz passa a ter um viés complementar de formação de público, com as manhãs pautadas por exibições exclusivas para estudantes das redes pública e privada de ensino, além de universitários.

O São Luiz não é um cinema igual ao do setor produtivo, ele entra como uma estação da política de cultura em Pernambuco, com foco no Audiovisual”, explica Luciana Azevedo, presidente da Fundarpe. Ela diz que a reestruturação do local faz parte de uma estratégia de valorização e descentralização da produção em cinema no Estado, que prevê a entrega de mais três espaços reformados no início do ano: o Cineteatro Guarany, em Triunfo, o Cineteatro Apolo, em Palmares, e o Cineteatro Polytheama, em Goiana. Já o Teatro Arraial, no Recife, que espera por reinauguração há anos, atualmente passa por reforma da estrutura cenotécnica. Luciana esclarece que ele passará a integrar o circuito das artes cênicas e terá o equipamento de projeção encaminhado para o Museu da Imagem e do Som de Pernambuco (Mispe), outro que enfrenta reformulação.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Um poema para o dia de Natal

José Miguel Silva

um

Cai um sino do pinheiro de natal.

Por muito menos se foge de casa

de seus pais. Agachados sob o leque

das hortênsias, descobrimos que as lágrimas

são fáceis de engolir. Sem saber,

já chegamos ao escuro.

Só nos falta pôr o til na palavra solidão.


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Sylvia Plath - Espelho

Sylvia Plath

Espelho

Tradução: Ricardo Cabús

Sou prateado e exato. Não tenho preconceitos.

Tudo o que vejo engulo imediatamente

Do jeito que é, desnevoado de amor ou aversão.

Não sou cruel, apenas sincero –

O olho de um pequeno deus, com quatro cantos.

Na maior parte do tempo contemplo a parede em frente.

É cor-de-rosa, com pequenas manchas. Já olhei tanto para ela

Que creio seja uma parte do meu coração. Mas ela vacila.

Faces e escuridão nos separam mais e mais.

Agora sou um lago. Uma mulher curva-se sobre mim,

Examinando em minha extensão o que ela realmente é.

Então ela se vira em direção àquelas mentirosas, as velas ou a lua.

Vejo suas costas e as reflito fielmente.

Ela me recompensa com lágrimas e um aceno de mãos.

Sou importante para ela. Ela vai e vem.

A cada manhã é a sua face que substitui a escuridão.

Em mim ela afogou uma menina e em mim uma anciã

Ergue-se em sua direção dia após dia, como um peixe terrível.


...........

Mirror

I am silver and exact. I have no preconceptions.

Whatever I see I swallow immediately

Just as it is, unmisted by love or dislike.

I am not cruel, just truthful -

The eye of a little god, four cournered.

Most of the time I meditate on the opposite wall.

It is pink, with speckles. I have looked at it so long

I think it is a part of my heart. But it flickers.

Faces and darkness separate us over and over.

Now I am a lake. A woman bends over me,

Searching my reaches for what she really is.

Then she turns to those liars, the candles or the moon.

I see her back, and reflect it faithfully.

She rewards me with tears and an agitation of hands

I am important to her. She comes and goes.

Each morning it is her face that replaces the darkness.

In me she has drowned a young girl, and in me an old woman

Rises toward her day after day, like a terrible fish.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Papel no Varal confraterniza com poesia


O céu estava limpo e a cidade com um trânsito estranho. Embora a distância de meu apartamento ao Bar Delícia das Águas pudesse ser percorrida em menos de cinco minutos, uma blitz da polícia multiplicou por cinco esse tempo. Em outras épocas teria reclamado, mas a violência urbana em Maceió fez-me mudar de opinião. Cheguei alguns minutos após o horário previsto para o último sarau de 2009 do Projeto Papel no Varal, seria a retrospectiva do ano com cem poemas de cem autores que de alguma forma foram destacados em momentos dos sete saraus anteriores, desde o primeiro em 30 de abril no Bistrô Bella Gula.

O ambiente ainda não estava lotado, embora as mesas tivessem sido reservadas até o dia anterior. Taísa havia dado uma nova concepção ao varal, desta vez ele estava concentrado ao lado do palco, não mais sobre algumas mesas, como ocorrera em julho, no mesmo espaço. Com isto o acesso aos poemas ficou facilitado e diminuiu o incômodo causado anteriormente aos frequentadores. Aos poucos, as mesas foram sendo preenchidas e iniciamos o evento logo depois das nove da noite. Os poemas fluíram durante os dois blocos de 50 minutos. No intervalo, Fernando Marcelo e seu violão trouxeram música de qualidade, com destaque para marcha “Papel no Varal” homônima do Projeto, criada alguns anos atrás por mim e Fernando, bem antes da criação do Projeto, o que levou Fiúza a afirmar: “todo poeta é um profeta”. Fernando percorreu parte de seu repertório, acrescido de Elegia, música de Caetano para o belo poema de John Donne.

A noite trouxe de volta habitués do Projeto, como Letícia e Paulo Poeta, que se juntaram a um grande número de novos participantes de diversas idades. Dentre eles a portuguesa Maria João que declamou junto com Allan, voltando para tomar seu posto “isto vicia”, ameaçado por Igor no sarau do Corujão. Teve uma garota que foi abandonada pela companhia no meio do caminho, chegou sozinha no evento, passeou pelo varal, escolheu, declamou, se divertiu muito e deve ter deixado, no dia seguinte, o amigo que desistiu com inveja. Houve uma mesa comemorando aniversário, outro grupo fazendo amigo secreto, casal fazendo declaração pública de amor através de poemas do varal. E assim foi até perto da meia-noite, quando terminamos o sarau. Um evento agradável, com uma atmosfera leve, fruto da mistura gente legal e poesia. A madrugada manteve o bate-papo, que estava intenso quando recebemos a visita da chuva, surgindo para embeber o espírito poético que pairava em cada um dos presentes. Voltei para casa com a alma lavada e enxaguada, como dizia Odorico Paraguaçu, mas impregnada de poesia e felicidade.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Hoje a noite promete

Hoje a noite promete bons fluidos em Maceió. Além do nosso sarau de
confraternização do Papel no Varal, que começa às 20h30 e não tem hora pra acabar, no Delícia das Águas, com entrada franca,

(Mapa:
http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=en&msa=0&msid=1139506799856...)

teremos dois eventos que gostaria de estar presente:

Meu Karaokê Live PA. Cris Braun (cantora e compositora) vai cantar, tocar
carron e ler textos, “algo entre discotecar, assoviar e comer farinha ao
mesmo tempo”, 21h, no Bella Gula. R$ 10. Cris Braun é sempre um show.
Qualidade garantida.

Coletivo Frente e Verso - Poesia em ritmo. O coletivo frente e verso cria
melodias e cadências as poesias próprias do coletivo e de poetas como
Florbela Espanca e Fernando Pessoa. Nesta ocasião, o coletivo recitará
poemas de Nilton Resende, 19h30, no Teatro de Arena, R$ 5,00.

Façam suas escolhas e aproveitem a noite.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ousadia com gosto de pipoca


Quando o Marcão me enviou um email perguntando “Vamos ousar? Que tal no próximo Corujão Sesi contarmos com o Papel no Varal?”, não hesitei: – Vamos ousar. É bem verdade que tive receio de que poesia numa programação para cinéfilos poderia não funcionar. O Papel no Varal depende da participação do público. E se não rolasse? Uma hora da manhã (!), o pessoal esperando o próximo filme...

Chegou o sábado, 12/12, e perto da meia-noite entrei na Galeria que leva ao Cine Sesi carregando três poemas que havia traduzido na noite anterior e introduziria no varal para fazermos um jogo de pergunta e resposta valendo entradas para filmes da programação normal do Cinema. Seria uma novidade no Projeto. Danielle estava acabando de pendurar os poemas no varal. Sim, o varal havia sido colocado por Taísa e sua equipe em menos de 15 minutos no final da tarde. Um recorde. E eu que estava preocupado com isto, pois havia uma série de restrições em função da arquitetura do local. No final, achei que foi a melhor disposição do varal de todas as edições do Projeto. Quem disse que rapidez e qualidade não combinam?

Pouco depois de uma da madrugada, comecei o sarau convidando o poeta Tchello d’Barros para recitar Go Back, do Toquato Neto (aquele poema que começa com “você me chama, eu quero ir pro cinema” e diz, lá pelas tantas, “só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder”). A noite deu certo. Foi uma hora de poesia entremeada por poucos comentários e algumas perguntas. Depois que li Funeral Blues (WH Auden), perguntei em qual filme aconteceu e o Tchello não vacilou em responder “Quatro casamentos e um funeral”. Dois tíquetes. Li mais dois poemas que haviam sido declamados pela Cameron Diaz no filme “Em seu lugar”: Eu trago seu coração comigo (EE Cummings) e Uma arte (Elisabeth Bishop). Ninguém acertou o filme, mas um rapaz (que não sei o nome) sabia a declamadora e levou mais duas entradas. A outra pergunta ninguém chegou perto e vai rolar no próximo varal, nesta quinta, 17/12, no Delícia das águas, valendo mais dois ingressos para o Cine Sesi.

Vários declamadores se alternaram no palco, carinhosamente decorado pela equipe do Cine Sesi. Destaque para Igor, que, provavelmente sem conhecer, parafraseou o ausente Allan (ver crônica em http://cacosinconexos.blogspot.com/2009/07/papel-no-varal-em-noite-de-chuva.html ) afirmando após a enésima declamação: “Isto vicia”.

A poesia trocou de boca várias vezes e Fernando Pessoa, Chico Doido do Caicó, Charles Bukowski, Nilton Resende, Trilussa, Fernando Fiúza e Vinicius, dentre outros, reverberaram seus versos nas paredes especulares do saguão do Espaço Cultural Sesi.

O sarau terminou às duas com o início do filme (500) Dias com Ela e a chegada de Malu, que pela primeira não declamou no Papel no Varal, mas ao menos bateu o ponto.

Não consegui ficar para os filmes seguintes, para o show da Banda Basttian, nem para o convidativo café da manhã, mas sei que a maioria ficou. Trouxe comigo um sabor de poesia com pipoca e uma vontade de voltar outro dia para assistir o Corujão do início ao fim e, depois do café, tomar um banho no mar da Pajuçara como muitas vezes fiz em uma infância distante, mas que não quer calar.

Pra comemorar com/a poesia


Papel no Varal realiza último sarau de 2009; evento acontece quinta-feira, 17 de dezembro, às 20h30

Para encerrar o ano no clima de confraternização com a poesia, o projeto Papel no Varal realiza a sua 8ª edição no dia 17 de dezembro, às 20h30, no bar e restaurante Delícia das Águas. (Reservas de mesa pelo telefone 8872.1705 ou pelo e-mail papelnovaral@gmail.com).

A simplicidade do acesso aos versos e o fascínio pela poesia leva o projeto Papel no Varal a reunir declamadores e ouvintes, que circulam pelos cem poemas pré-selecionados e impressos em folha A4, dispostos num varal de sisal, com pegadores rústicos de madeira. Com as intervenções poéticas do idealizador do projeto Ricardo Cabús, os transeuntes podem ler/interpretar quaisquer poemas do varal, desde que não seja o seu e nem sejam em seqüência.

O último sarau de 2009 vai contar com a participação musical de Fernando Marcelo, que acontece no intervalo do evento e promete fechar à noite com a participação de músicos convidados. Para quem quer garantir poesia na volta a casa, pode aproveitar para conferir a banca de livros com exemplares de escritores alagoanos.

Papel no Varal

O formato de evento iniciou em março de 2009, em Maceió, a partir do lançamento do Programa Minuto de Poesia, que foi criado por Ricardo Cabús, idealizador do projeto, e está no ar na Rádio Educativa FM, 107.7MHz, em Maceió-AL. Desde então já foram realizados sete saraus e há diversos agendados para o próximo ano.

SERVIÇO

Papel no Varal

Dia: Quinta-feira, 17 de dezembro

Horário: 20h30

Local: Delícia das Águas

Av. Com. Gustavo Paiva, 230 – Cruz das Almas (Próximo à Fits)

Entrada gratuita (Reserva de mesas: 8872.1705)

Coordenação: Ricardo Cabús
Informações/Comentários:

http://cacosinconexos.blogspot.com / papelnovaral@gmail.com

Apoio: Fundação Municipal de Ação Cultural da Prefeitura de Maceió e Instituto Zumbi dos Palmares / Rádio Educativa FM


Tayra de Macedo coordena exposição "Traçados – a poética do olhar"

Casa da Arte convida para exposição Traçados – a poética do olhar, na próxima sexta-feira, dia 18, a partir das 6 da noite


Buscando integrar à comunidade de crianças de Garça Torta, Riacho Doce, Guaxuma e adjacências, ao mundo da arte e da educação através da pintura, esculturas, fotografias e reciclagem de materiais, a Casa da Arte está promovendo a exposição Traçados – a poética do olhar; onde serão mostrados resultados surpreendentes.

A produção artística do núcleo de Artes Visuais gerou acervo digno de atenção por parte de artistas e educadores em diversas áreas do conhecimento humano, não só pela beleza e seriedade dos temas abordados, mas também pelo conteúdo artístico, dignos de serem vistos por qualquer público.

Traçados – a poética do olhar resulta de um ano de atividades do núcleo de artes visuais com crianças de 5 à 16 anos. Dispostas entre os quatro cômodos da galeria estão Roda-pé (colagem e palavras), Vira-latas (relembrando as brincadeiras da infância, latas são utilizadas como luminárias), Destelhados (cacos de telha são usados como tela para pintura) e Deu no jornal (crianças fazem auto-retrato em folha de jornal).

O núcleo de música, comandado pelo maestro Juca, apresentará a banda Grilos da Garça tocando o barroco nordestino, o erudito e o popular brasileiro. Será uma homenagem à Villa Lobos. Contaremos também com a apresentação do Coletivo Frente&Verso que confere em seu repertório a musicalização de poemas.

Nesta noite, a Casa da Arte também promoverá o lançamento do livro História de uma casa – o abrigo de todas as artes que conta a trajetória dos 24 anos da Casa da Arte.

A exposição vai até 29 de janeiro e estará aberta ao público de segunda à sexta, das 14 às 18hs.



Mais informações, estamos aqui:


Ponto de Cultura Casa da Arte – Projeto Poleiro dos Anjos

Rua São Pedro, 185 – Garça Torta

Fone: 55 (82) 3355-1149

casadaarteal@yahoo.com.br

Voltando depois de um hiato

Pessoal,

Vamos voltar a atualizar o nosso blog, depois de um hiato chato mas necessário.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Algumas das atrações de hoje no Papel no Varal de sexta-feira, 13

Algumas das atrações de hoje no Papel no Varal de sexta-feira, 13, a partir das 20h30:

O piano de Expedito Rossiter.
A voz de Leureny e o violão de Willbert Fialho. (Vai rolar "Penas do Tiê", do alagoano Hekel Tavares, que o Fagner gravou)
Os atores Ronaldo de Andrade e Homero Cavalcante interpretando "O Corvo" de Edgar Allan Poe.
Também dentro da programação de 99 anos do Teatro Deodoro, a exposição "Olhar dela" da fotógrafa Kelly Baeta estará no Café da Linda (fica até o dia 30/11).
No bar: cerveja em lata a R$ 2,50; churrasquinho R$ 2,50; tábua de frios R$ 10,00.

No varal, de Gregório de Matos a Charles Bukowski:


Gregório de Matos

Ao Braço do Mesmo Menino Jesus Quando Aparece

O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga, que é parte, sendo todo.

Em todo o Sacramento está Deus todo,
E todo assiste inteiro em qualquer parte,
E feito em partes todo em toda a parte,
Em qualquer parte sempre fica o todo.

O braço de Jesus não seja parte,
Pois que feito Jesus em partes todo,
Assiste cada parte em sua parte.

Não se sabendo parte deste todo,
Um braço, que lhe acharam, sendo parte,
Nos disse as partes todas deste todo.

Charles Bukowski

Para a puta que levou meus poemas

Tradução: Ricardo Cabús

Dizem que devemos afastar o remorso do
poema
manter-se abstrato, e há alguma razão nisto,
mas jesus;
doze poemas se foram e eu não tenho cópias e você levou
minhas pinturas também, as melhores; é sufocante:
você está querendo me sacanear como os outros?
Por que você não levou meu dinheiro? sempre tiram
das calças dos bêbados largados nas sarjetas.
De outra vez leve meu braço esquerdo ou uma nota de cinquenta
mas não meus poemas:
Eu não sou Shakespeare
e daqui a pouco simplesmente
não haverá mais, nem abstrato nem de jeito algum;
sempre haverá dinheiro e putas e bêbados
até que caia a última bomba,
mas como disse Deus,
cruzando as pernas,
eu sei que deixei um monte de poetas
mas
poesia ...

to the whore who took my poems

some say we should keep personal remorse from the

poem,

stay abstract, and there is some reason in this,

but jezus;

twelve poems gone and I don't keep carbons and you have

my

paintings too, my best ones; its stifling:

are you trying to crush me out like the rest of them?

why didn't you take my money? they usually do

from the sleeping drunken pants sick in the corner.

next time take my left arm or a fifty

but not my poems:

I'm not Shakespeare

but sometime simply

there won't be any more, abstract or otherwise;

there'll always be mony and whores and drunkards

down to the last bomb,

but as God said,

crossing his legs,

I see where I have made plenty of poets

but not so very much

poetry.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Violeta Parra no Papel no Varal


Pessoal,

Já é quase sexta-feira, 13. Estamos fazendo os últimos preparativos para que tenhamos uma agradável noite poética para todos.

As mesas - que serão colocadas nos jardins internos do Teatro Deodoro - já foram todas reservadas em menos de 24h. A produção do evento está providenciando um conjunto de cadeiras extras, que ficarão disponíveis para os participantes que chegarem mais cedo ao Teatro. Desde que preservadas as condições de conforto para todos, será livre o acesso aos jardins internos dos Teatros Deodoro e Arena. Os espaços do foyer e do Café da Linda também poderão ser ocupados pelos presentes.

Lembramos que o sarau será em palco aberto nos jardins do Teatro e o varal de poesias ficará abaixo das palmeiras, recebendo uma iluminação especial, a cargo de Edner Careca.

O serviço de bar estará disponível com barracas de bebidas e tira-gosto com preços interessantes (em breve divulgaremos o cardápio).

Dentre os poemas do varal vocês encontrarão uma tradução de Volver a los 17, de Violeta Parra, em uma homenagem a Mercedes Sosa, que cantou este poema aos quatro cantos, com sua voz bela e inesquecível.

Violeta Parra

Voltar aos 17

Tradução: Ricardo Cabús

Voltar aos dezessete depois de viver um século

É como decifrar signos sem ser sábio competente,

Voltar a ser de repente tão frágil como um segundo

Voltar a sentir profundo como uma criança frente a Deus

É isto que sinto agora neste instante fecundo.


Meu passo retrocedido quando o de vocês avança

O arco das alianças penetrou em meu ninho

Com todo seu colorido passeou por minhas veias

E até a dura corrente com que nos ata o destino

É como diamante fino que alumbra minha alma serena


O que pode o sentimento não é podido ao saber

Nem o mais claro proceder, nem o mais amplo pensamento

Tudo muda ao momento qual mago condescendente

Nos afasta docemente de rancores e violências

Só o amor com sua ciência nos torna tão inocentes.


O amor é torvelinho de pureza original

Até o feroz animal sussurra seu doce trino

Detém os peregrinos, liberta os prisioneiros,

O amor com seus esmeros torna o velho criança

E ao mau apenas o carinho o torna puro e sincero


A janela se abriu completamente como por encanto

Entrou o amor com seu manto como uma tépida manhã

Ao som de sua bela alvorada fez brotar o jasmim

Voando qual serafim ao céu colocou brincos

Meus anos em dezessete os converteu o querubim.


E vai enredando, enredando

Como no muro a hera

E vai brotando, brotando

Como o musgo na pedra

Como o musgo na pedra, ah, sim, sim, sim.


Volver a los 17

Volver a los diecisiete después de vivir un siglo Es como descifrar signos sin ser sabio competente, Volver a ser de repente tan frágil como un segundo Volver a sentir profundo como un niño frente a Dios Eso es lo que siento yo en este instante fecundo. Se va enredando, enredando Como en el muro la hiedra Y va brotando, brotando Como el musguito en la piedra Como el musguito en la piedra, ay si, si, si. Mi paso retrocedido cuando el de ustedes avanza El arco de las alianzas ha penetrado en mi nido Con todo su colorido se ha paseado por mis venas Y hasta la dura cadena con que nos ata el destino Es como un diamante fino que alumbra mi alma serena. Se va enredando, enredando (…) Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber Ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento Todo lo cambia al momento cual mago condescendiente Nos aleja dulcemente de rencores y violencias Solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes. Se va enredando, enredando (…) El amor es torbellino de pureza original Hasta el feroz animal susurra su dulce trino Detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros, El amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño Y al malo sólo el cariño lo vuelve puro y sincero. Se va enredando, enredando (…) De par en par la ventana se abrió como por encanto Entró el amor con su manto como una tibia mañana Al son de su bella diana hizo brotar el jazmín Volando cual serafín al cielo le puso aretes Mis años en diecisiete los convirtió el querubín.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Papel no Varal nos jardins do Teatro Deodoro


O Projeto Papel no Varal – poesia de todo canto, poesia pra todo mundo – estará nos jardins do Teatro Deodoro, celebrando seus 99 anos, nesta sexta-feira, 13 de novembro, a partir das 20h30. Cem poemas foram selecionados especialmente para este abraço poético ao patrimônio cultural que os alagoanos almejam conferir de “cara nova” em breve.

Os participantes serão recepcionados pelo piano de Expedito Rossiter. Em seguida, teremos dois blocos de 50 minutos de poesia. No intervalo, a voz de Leureny e o violão de Willbert Fialho darão um brilho musical ao evento. Ao final, o palco será aberto para canja dos músicos presentes.

Embora não seja obrigatória para participar do evento, para o conforto dos participantes, a reserva de mesas (gratuita e válida até as 21h) pode ser feita pelos telefones 3315.5665 e 8872-1705. As vagas são limitadas.

Lembramos que a leitura dos poemas do varal é aberta a todos, desde que não seja seu próprio poema. A ordem de leitura fica a critério do mestre de cerimônias, que deve conduzir o evento de forma a tornar a noite agradável aos presentes.

Para quem quiser garantir poesia na volta a casa, haverá uma banca de livros com exemplares de poetas alagoanos.

Coordenação do Sarau: Ricardo Cabús

Produção executiva: Danielle Cândido

Realização: Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas

Apoio: Fundação Municipal de Ação Cultural da Prefeitura de Maceió e Instituto Zumbi dos Palmares / Rádio Educativa FM 107.7

Informações/Comentários: http://cacosinconexos.blogspot.com

papelnovaral@gmail.com / 82 – 8871.1705

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ATA apresenta "Os atores de boa fé"

Alliance Française & ATA

CONVIDAM

A Alliance Française sentir-se-á honrada com a Vossa presença, dos familiares e amigos por ocasião da LEITURA DRAMATIZADA que a ATA-Associação Teatral das Alagoas realizará no próximo dia 12 -quinta feira- às 19h30, em sua sede à Av.Humberto Mendes nº250, Centro, nesta cidade, como parte das comemorações do Ano França Brasil, em Alagoas:

Comédia...........Os atores de boa fé

Autor............... Pierre de Marivaux

Tradução......... Ronaldo de Andrade

Direção........... Homero Cavalcante

Laboratório do Centro de Tecnologia da UFAL é destaque na pesquisa de apoio ao Pré-Sal.

Laboratório do Centro de Tecnologia da UFAL é destaque na pesquisa de apoio ao Pré-Sal.

http://gazetaweb.globo.com/v2/videos/video.php?c=5623

sábado, 31 de outubro de 2009

Lançamento da Coleção Letras & Sons (Selo Passarada)




O quê: Lançamento da Coleção Letras & Sons (Selo Passarada)

Quando: lançamento dia 31 de outubro, às 17h, e durante toda a Bienal de 1 a 8 de novembro, das 10h às 22h

Onde: Estande Brasken - Centro Cultural e de Exposições de Maceió, na Rua Celso Piatti, s/n, Jaraguá

Preços promocionais:

Kit com 4 livros – R$60,00 (grátis 1 CD do audiolivro)

1 Livro – R$15,00

Audiolivro – R$15,00

1 livro + audiolivro – R$25,00

domingo, 25 de outubro de 2009

Trecho da gravação dA Galinha Saudosa

Escritores lançam coleção de livros e CD com selo alagoano

Literatura Infantil independente

Escritores lançam coleção de livros e CD com selo alagoano

Com o lema Leitura para todas as crianças, será lançada durante a IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas, a coleção Letras & Sons, um produto do Selo Passarada, criado para abrigar a produção literária independente de Alagoas. O projeto inclusivo reúne quatro textos de literatura infanto-juvenil e um audiolivro, com narrações das histórias e músicas criadas especialmente para os personagens. Fazem parte da coleção, patrocinada pela Braskem: Marina traquina, de Claudia Lins, A galinha saudosa, de Ricardo Cabús, Bob no país das verdurinhas, de Simone Cavalcante e Filho de peixe, peixinho não é, de Tiago Amaral. O lançamento será no dia 31 de outubro, às 17h, no Centro Cultural e de Exposições de Maceió, no espaço criado para o Selo Passarada, no estande da Braskem.

Os quatro livros da coleção dão continuidade ao projeto de leitura inclusiva patrocinado pela empresa, que teve início em 2008, com o lançamento de Os Três Porquinhos do Agreste, título que beneficiou 400 alunos de escolas públicas e crianças cegas, com doações de CDs e livros. O mesmo título, agora em segunda edição, também será lançado no evento.

Leitura Inclusiva – As histórias contadas, com trilhas sonoras, efeitos especiais e sonoplastia, são alguns dos recursos criativos do projeto, que aposta numa tendência, hoje, muito praticada no mercado literário brasileiro: o audiolivro, ou livro falado. Esse recurso permite que crianças cegas, com baixa visão, bem como todas aquelas que ainda não foram alfabetizadas ou se encontram em processo de construção do saber, possam ter acesso ao conteúdo das histórias. Por isso, 10% da tiragem da coleção será doada para bibliotecas de instituições que cuidam de crianças cegas, a exemplo da Escola de Cegos Cyro Accioly.

Para gravar o CD contendo as quatro histórias e dar vida aos personagens e às situações dos enredos, os autores se uniram a outros profissionais nas áreas de musicalização, atores e pessoas apaixonadas pela literatura infantil. A ideia era reproduzir em áudio a magia das histórias contadas, tornando assim o ato da leitura mais interativo e dinâmico, sobretudo para aqueles que ainda estão aprendendo a ler. Desse modo, os autores esperam contribuir para despertar nas crianças o prazer da leitura em suas múltiplas possibilidades criativas, transformando os livros em objetos lúdicos, capazes de estabelecer uma relação prazerosa entre o pequeno leitor e os textos escritos e narrados. Ao mesmo tempo, as histórias escritas e ilustradas com elementos de nossa cultura, trazem temáticas voltadas ao imaginário, ao meio ambiente e ao protagonismo infantil.

Participam desta coleção autores e profissionais que atuam em projetos ligados à literatura e áreas afins: edição de livros, produção de programa de TV e conteúdos para educação, designer gráfico, ilustração e musicalização infantil. Os livros trazem ilustrações elaboradas pelo artista Pedro Lucena. As composições musicais do audiolivro foram criadas por Ezra Mattivi, já as trilhas das histórias contadas no CD tiveram a produção de Jâneo Julião Amorim.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Tabariz de volta ao palco

Quintas, 22 e 29, volta, desta vez no Mandala, o belo espetáculo "Uma Noite em Tabariz" de Sávio de Almeida, musicado pelo Mácleim, com a Cia. do Chapéu. Em paralelo, a exposição "Bordel", uma coletiva com Agélio Novaes, Lula Nogueira e Siloé Amorim. Qualidade garantida.

Poesia na propaganda da Java

video

Pessoal, está rolando uma propaganda da Java em tevês de Alagoas, com o poema "Sua Curva".

Sua curva

(Ricardo Cabús)

Sua curva

molha

e olha meu olho

colho calor

e desejo

Sua curva

turva

e sua meu peito

que cava a

sua cava

arrepia

e afoga de prazer

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Outubro da ATA - 54 Anos

A Associação Teatral das Alagoas – ATA comemora 54 anos com cultura de qualidade.

Dia 21/10, às 19h, no Espaço Cultural da UFAL: ensaio público de leitura dramatizada da comédia Os atores de boa fé (1717), do francês Pierre Carlet de Chamblain de MARIVAUX (1688-1763), traduzida por Ronaldo de Andrade, dirigida por Homero Cavalcante e com a participação de Lindianne Heliomarie, Fabiano Alves, Ronaldo de Andrade, Petrúcio Trindade (da ATA) e alunos e ex-alunos do Curso de Formação do Ator e da Atriz, da UFAL. A estréia da leitura dramatizada será no próximo. A Estreia será no Dia 09/11, na Aliança Francesa, dentro das comemorações do Ano Brasil-França.

Dia 31/10, às 16h, na IV Bienal do Livro, Lêdo Ivo e a terra, versos selecionados por Ronaldo de Andrade, dirigido por Homero Cavalcante, com Ronaldo de Andrade, Lindianne Heliomarie e Petrúcio Trindade (ATA) e os convidados Átila Vieira e Cícero Santos. Música com Anderson Fidelis (Acordeon).

Contatos: 9982 6587, ataalagoas@hotmail.com


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sururu no Cinema

Hoje começa a mostra Sururu do Cinema Alagoano no Cine Sesi Pajuçara.

http://www.nucleozero.com.br/sururu/

Ney Matogrosso abunda sensualidade em A Cor do Desejo


O Estadão escolheu um trecho da música A Cor do Desejo, dos alagoanos Júnior Almeida e Ricardo Guima, para divulgar o novo cd do Ney Matogrosso.


Ney abunda sensualidade dando seu toque a uma das mais belas canções do repertório de Júnior Almeida. Vai fazer sucesso. Muito sucesso.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Novo CD do Ney Matogrosso nas lojas dia 20



Novo CD do Ney Matogrosso, Beijo Bandido, pela Gravadora EMI, estará nas lojas a partir de 20 de outubro. É grande a espectativa pela versão de A Cor do Desejo, de Júnior Almeida e Ricardo Guima. O CD tem participação de Ocimar Versolato no projeto gráfico e fotos de Rogério Mesquita. No repertório, além de Júnior e Guima, vem Chico Buarque, Edu Lobo, Herivelto Martins, Luiz Bonfá, Hebert Viana, Cazuza, dentre outros.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Marcos na Gazeta

Excelente matéria no Caderno B da Gazeta de Alagoas deste domingo sobre o poeta Marcos de Farias Costa. Parabéns à Gazeta e em particular à jornalista Janayna Ávila pelo destaque a um dos grandes nomes da cultura alagoana.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mostra Sururu de Cinema Alagoano

Mostra Sururu de Cinema Alagoano

http://www.youtube.com/watch?v=soL5i-74t6E

Local: Centro Cultural SESI. Av. Dr. Antônio Gouveia, n° 1113 - Pajuçara Maceió/AL

SESI: QUINTA-FEIRA (Abertura) [15 de outubro de 2009
20h30 Apresentação da Mostra
20h45 Exibição do vídeo Manifesto
21h Imagem Peninsular de Ledo Ivo, de Werner Salles. 2004. 55'
22h Cachaça e Sururu


SESI: SEXTA-FEIRA [16 de outubro de 2009]
1ª sessão: Conversa de Pescador, de Pablo Gomes. 2007. 25'
2ª sessão: Contos de película, de Larissa Lisboa. 2009. 16'
3ª sessão: Futuro, de Gabriel Duarte. 2009. 20'


SESI: SÁBADO [17 de outubro de 2009]
1ª sessão: Celso Brandão, de Alice Jardim e Larissa Lisboa. 2008. 20'
2ª sessão: Lamentos, de Henrique Oliveira. 2009. 5'
3ª sessão: O DJ do Agreste, de Regina Barbosa. 2009. 19'


SESI: DOMINGO [18 de outubro de 2009]
1ª sessão: Anda, Zé Pequeno, Anda, de Kátia Regina Sena e Cássia Rejane Sena. 2008. 15'
2ª sessão: Nas Margens, de Súrya Namaskar e Tamires Pedrosa. 2008. 12'
3ª sessão: Iraque - Terra da Esperança, de Douglas Nogueira. 2008 12'

Tributo à Legião Urbana

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Conversa agradável no botequim com Plínio Lins


Foi uma noite muito agradável. Muitos amigos, muita poesia, um bate-papo legal no palco e nas mesas. A história da noite pode ser vista em fotos no Orkut, em http://www.maikaimaceio.com.br/?pag=eventos, http://www.maceio.com.br/eventos/ler-galeria-id-58-titulo-poesia-no-conversa-de-botequim.html

Funarte lança edital

A Funarte (Fundação Nacional de Artes) distribuirá R$ 2,2 milhões para projetos de artes visuais e nomes contemplados pelo Prêmio Marcantonio Vilaça. O Rede Nacional Funarte Artes Visuais 2009 selecionará 37 projetos -são R$ 900 mil de investimento. Já o prêmio reserva R$ 1,3 milhão. Ver mais em mais.cultura.gov.br.

sábado, 5 de setembro de 2009


Pessoal,
Nesta terça-feira, dia 8 de setembro, às 21h, no Rapa Nui, Praia de Ponta Verde, Maceió, serei entrevistado pelo Jornalista Plínio Lins, no Projeto Conversa de Botequim. A poesia será o tema principal da conversa. Para ilustrar a noite, haverá uma amostra do nosso Papel noVaral, com uma seleção de poemas meus e de poetas que tiveram/têm influência na minha poesia. Antes e depois da entrevista o Alan Bastos estará tocando e cantando um repertório musical da melhor MPB. Conto com sua presença.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Últimos dias para concorrer ao Prêmio Lego de Literatura

Acabam em 31 de agosto as inscrições para o Prêmio Lego de Literatura, promovido pela FALE/UFAL. Romances e livros de contos ou poesias de autores alagoanos ou radicados em Alagoas podem concorrer. Informações 2314-1463 e 3214-1640.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cine SESI volta em 11 de Setembro

Corrigindo informação anterior, agora é 11 de setembro. O Cine SESI Pajuçara volta com 24 de cultura, a partir das 22h30 da sexta até o mesmo horário de sábado. Vai rolar shows musicais, teatro, dança, atrações infantis, banda de pífano, Chá de Cinema e claro exibição de filmes.

Duas luas: mais um lenda urbana


Ninguém fique triste se perdeu o tal encontro da Lua com Marte no céu esta madrugada. Segundo os astrônomos, esse email que circulou por todo canto não passa de mais uma lenda urbana. Visto da Terra, Marte nunca terá um brilho que chegue perto do clarão da Lua Cheia.

Tchello no Rio


Dois Concursos Interessantes




Muito legal os concursos que o Luciano Normande, da Secretaria do Meio Ambiente de Maceió, está coordenando. As inscrições vão até 30 de setembro. Vamos ajudar a deixar Maceió mais bela. Informações no site www.maceio.al.gov.br.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mossoró no Teatro

Sávio Almeida oferece mais um texto ao Teatro. Desta vez ele se inspirou na história do Mosssoró, falecido dono da casa de saliências Areia Branca. A peça “Uma noite em Tambariz”, encenada pela Cia. do Chapéu, tem a música de Mácleim e pode ser vista no Teatro de Arena nesta quarta-feira e no dia 02 de setembro, às 19h30. Preço: R$ 5,00 e R$ 2,00.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Maceió está de parabéns


Algo inusitado, inesperado, insólito aconteceu na noite de terça-feira, 18 de agosto de 2009, em Maceió: centenas de pessoas saem de suas casas ou vão direto do trabalho ao bairro de Jaraguá em busca de poesia. Era noite de chuva e a Livraria e Café Livro Lido estava lotada antes das 19h30, horário previsto para o início da terceira edição do Projeto Papel no Varal. 100 poemas de 101 poetas (Rimbaud e Verlaine fizeram parceria em um soneto) estavam belamente dependurados no agradável espaço da Livro Lido.

Pontualmente às 20h comecei o sarau convidando a poeta Vera Romariz para ler o poema “O rio interior” do alagoano Sidney Wanderley. Por cinquenta minutos, a leitura seguiu com Yeats, Ricardo Aleixo, Mia Couto, Catulo da Paixão Cearense, Quintana e companhia. No intervalo, Mácleim tomou conta do palco com competência e mostrou aos presentes como belos poemas podem virar música através da sensibilidade artística de um compositor. Foram vários os poemas alagoanos cantados por Mácleim seguidos por leitura poética dos presentes. Após, a pedido, bisar algumas vezes, Mácleim encerrou sua participação sob aplausos.

Comecei a segunda parte lendo uma homenagem ao poeta Paulo Renault, escrita pelo ator José Marcio Passos, que foi convidado logo em seguida para interpretar “A lei do silêncio”, de Renault. Numa tendência dos eventos anteriores, a segunda parte foi ainda mais concorrida, com várias pessoas fazendo fila e dando voz a Castro Alves, Charles Bukowski, Safo, Alice Ruiz, dentre vários. Já estava perto da meia-noite quando o sarau foi encerrado.

Mas nem tudo foram flores poéticas, infelizmente a nossa inexperiência na produção e o surpreendente número de presentes geraram uma série de inconvenientes às pessoas que não paravam de chegar após a lotação do espetáculo. Pedimos majoradas desculpas a todos que de alguma forma se sentiram incomodados pelo ocorrido. Todos os esforços serão empregados para que na próxima edição do Papel no Varal essas falhas não se repitam e todos os que desejem compartilhar este momento poético saiam do evento felizes, como sempre ocorreu nas edições anteriores.

Vale destacar que o Projeto Papel no Varal vem se somar a diversos projetos poéticos já existentes em Maceió. O Nilton Resende tem feito coisas muito interessantes, sozinho ou com o Milton Rosendo, o Bruno Ribeiro, o Igor Brasa, a Brisa Paim. A Tizinha, Lula Nogueira, Alex Barbosa e companhia têm feito intervenções poéticas no Bar do Chope. A FALE (Faculdade de Letras da Ufal), dirigida pela Ildney Cavalcanti, coordena várias iniciativas, dentre elas o Prêmio Lego, com o Marcos Matias à frente. A Gláucia Machado lidera o grupo Poética Interarte . O Cesmac, através de Vera Romariz e Edilma Bomfim, toca vários projetos de extensão. Tem o Rogério e o Fagner que fazem a poesia no pandeiro e coordenam o quintal cultural. O Dydha Lyra participa de outro grupo, que se encontra periodicamente. O Tchello d’Barros leva sua poesia visual aos quatro cantos. O Guilherme Ramos e o pessoal do Sesc promovem palestras, debates e o instigante bacanal literário. A Arriete Vilela organiza oficinas de leitura. O Lael Correia, o Otávio Cabral e o pessoal da ATA teatralizam poesia. Há mais um monte de gente com Blogs banhados de poesia e outros grupos que não lembro agora ou não conheço que se ajuntam poeticamente na nossa cidade.

Espero que a consolidação do Projeto Papel no Varal traga mais força para que possamos todos espargir Poesia por sobre uma Maceió bela e de contrastes.